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A leveza do ser




Quando chegarmos ao fim da jornada desta vida, não sentiremos orgulho das vezes que enganamos, pisamos, desprezamos ou difamamos quaisquer pessoas. Longe disso. A nossa satisfação virá da memória de cada gesto de perdão, lealdade, compaixão e solidariedade de que fomos capazes. 

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Equilíbrio

 
Nietzsche disse que a existência humana é uma corda estendida entre o primitivismo e a plenitude.
 
Também penso assim.
 
Somos equilibristas. Em nossa alma ressoa um chamado à travessia. A corda não se eleva muito acima do chão. Abaixo, há um lodaçal.
 
Alguns se conformam com a queda e, feito porcos, chafurdam, e ainda se recreiam na lama, e vivem como se nada mais houvesse de possibilidade. Tornados cínicos por sua descrença íntima e secreta, são estes os que vivem a se revolver em fofocas, deslealdades, falcatruas, até mesmo crimes e todo tipo de corrupção. Entretanto, por dentro, amargam a humilhação da sujeira e o desespero pela falta de perspectiva de seu próprio espírito.
 
Outros teimam em se reerguer cada vez que caem. Insistem no aprendizado do equilíbrio. Em momento algum se contentam em permanecer onde estão. Avançam. Pé ante pé. Mas avançam. Sentem que a vida só terá valor se puderem ir além.
 
Os que fazem a travessia são os que de fato transformam a realidade. O seu singelo espetáculo demonstra a grandeza humana. Revela do que somos capazes. E impressiona. A tal ponto que influencia mudanças. Estes tornam o mundo um lugar novo, para si e para todos. Um lugar que, de alguma forma, jamais será o mesmo após a sua passagem.
 

Vita brevis



Um vento ligeiro, cuja música sibila em nossos ouvidos, o sopro agita os nossos cabelos, numa carícia desliza por nossa pele... E se vai.

A vida é de uma brevidade avassaladora!

É curta demais para ser desperdiçada com amarguras, contida por medos e culpas, sufocada em remorsos inconfessos... E tão cheia de possibilidades para terminar arrependida, pranteada sobre as sementes mortas de potenciais insatisfeitos.
 
A vida, também como o vento, só se expressa plenamente quando flui desimpedida.
 
Por isso, descomplique. Aceite as pessoas de bem como elas são. Arrisque. Se errar, corrija, peça perdão. Ame sem reservas e você conhecerá tudo que o amor lhe reserva. Trabalhe. Faça sempre o seu melhor. Não há recompensa maior do que sentir orgulho em cada gota do próprio suor. Priorize a ética. Porque todo gesto nosso repercute e gira em torno do mundo até nos achar de novo.
 
Ah! sim, nem se preocupe em encher os bolsos. Isso torna a carga pesada e o caminho doloroso. E mantenha a fé. Sempre mantenha a fé. Ela nos permite segurar a invisível mão que nos guia por este Universo de mistérios. Por fim, tenha compaixão. Simplesmente porque assim que se é gente, assim é que se alcança um coração sensível à vida em toda a sua intensidade.
 
Pois a sabedoria do tempo é singela como a sabedoria do vento. Quem a observa, caminha ciente de que está de passagem por este chão e depende da humildade para aprender a valorizar as coisas simples do dia a dia, por onde a vida flui com autêntica felicidade.

Pense bem






Se somos o que pensamos,
o mundo será o que ensinarmos
as próximas gerações a pensar.